Com prazo de 90 dias, que termina na próxima quinta-feira, para investigar desvio de recursos de obras do Recinto de festas de Barretos, a Comissão Parlamentar e Inquérito (CPI) ainda não convocou o ex-prefeito da cidade, Guilherme Ávila (PSDB), responsável pela gestão da obra e pagamento à empresa vencedora. Já ouviram até historiadores e agente cultural, mas se negam a convocar o ex-prefeito. Ainda não houve pedido de prorrogação do prazo de investigação.
O único político ouvido até agora foi ex-prefeito Emanuel Mariano de Carvalho, que conseguiu, em 2012, os recursos junto ao Ministério do Esporte à época. Carvalho foi ouvido no dia 29 de junho, mas seu depoimento não foi revelado.
Os vereadores da CPI tomaram depoimentos de historiadores e um agente cultural da cidade, mas não demonstram interesse em convocar Guilherme Ávila. O relator da CPI do Recinto, vereador Raphael Silvério, por coincidência, do mesmo partido de Ávila, disse que “se a Comissão acha que há necessidade de convocar, será convocado”.
O presidente da Comissão, vereador Angelo Tegami (PV), depois de ser insistentemente questionado, afirmou “pode ter certeza que todos serão ouvidos. Só os outros dois vereadores (Nestor Leonel e Raphael) não aprovarem as intimações”. Até o início da deste sábado,27, Ávila não havia sido intimado.
Os membros da CPI não revelam detalhes das investigações. No próximo dia 30 haverá outra audiência da CPI. O ex-prefeito Guilherme Ávila foi procurado e até o fechamento desta reportagem não havia se manifestado.