Polícia FAMÍLIA EXECUTADA
Delegado aguarda laudos e a polícia já trabalha com suspeitos pelas mortes de membros da familia Marinho
O carro da família de Olímpia, sequestrada e executada a tiros tem várias perfurações e vidro do motorista estilhaçado;homem recebeu vários tiros no rosto
02/01/2024 18h11 Atualizada há 3 anos
Por: Redação Barretos Fonte: Jair Viana
Mirele, Anderson e a filha Isabelly, de apenas 15 anos, foram executados/Foto:Reprodução Instagram

Para o delegado Everson Aparecido Contelli, responsável pela investigação sobre a execução da família Marinho, de Olímpia, ocorrida em Votuporanga, somente com a conclusão dos laudos periciais da Polícia Científica é que a investigação avançará. Embora Contelli não tenha adiantado, ao menos deixou claro que já há suspeitos sendo investigados. Ele não quis entrar em detalhe para preservar a investigação.

 

Uma das linhas de investigação,segundo o delegado, é descobrir como Anderson Marinho,35 anos, sua esposa Mirele Tofolete, 32 anos e a fulha do casal, Isabelly, 15 anos foram parar em Votuporanga, cidade que fica a cerca de 140 quilômetros de Olímpia. Uma dúvida que a polícia tem é se a família foi interceptada na rodovia ou não. A reportagem apurou que Anderson foi morto com vários tiros no rosto. Ele foi retirado do carro e morto no chão. Os tiros no rosto, segundo uma fonte, indicam que o rapaz e a família foram mortos por pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas. Mãe e filha podem ter sido mortas em uma típica "queima de arquivo".

 

Anderson já havia sido condenado a mais de dois anos de prisão por trafico de drogas. O portal do Tribunal de Justiça de São Paulo registra vários processos que Anderson respondia por vários crimes. 

 

Os corpos de Mirele Tofalete, de 32 anos, o marido, Anderson Marinho de 35 e a filha Isabelly, de 15 anos estavam em um canavial e apresentavam adiantado estado de decomposição. A suspeita é que os três membros da família tenham sido mortos ainda na quinta-feira. Os cadáveres foram encontrados nesta segunda,1.

 

ACERTO DE CONTAS

Uma fonte da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que Anderson estava sofrendo ameaças havia vários dias. Segundo a mesma fonte, ele e sua família teriam sido sequestrados para que houvesse uma negociação com pessoas de São José do Rio Preto, ligadas ao tráfico. Anderson teria dívidas que não vinham sendo pagas.

 

A reportagem ainda não conseguiu contato com os delegados Fabrício Boschilla, que esteve no local onde a família foi encontrada e o delegado Everson Contelli, responsável pelas investigações do caso. Eles não haviam sido localizados até o fechamento deste texto.