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Política APAGANDO DA HISTÓRIA

Nome de professora para Estação PUC do Metrô tem aprovação de arcebispo de São Paulo

Deputada petista, Beth Sahão, é autora da proposta para homenagear professoraetrô, em São Paulo

31/10/2023 às 19h26 Atualizada em 01/11/2023 às 14h51
Por: Redação Barretos Fonte: Jair Viana
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Deputada Beth Sahão consegue apoio do arcebispo metropolitano de São Paulo para
Deputada Beth Sahão consegue apoio do arcebispo metropolitano de São Paulo para "apagar" nome de Erasmo Dias de estação do Metrô/Foto:Divulgação/Assessoria

Dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo metropolitano de São Paulo, manifestou publicamente seu apoio ao projeto da deputada estadual Beth Sahão (PT), para que a estação de metrô da PUC-SP – linha 6 laranja – , prevista para entrar em operação em 2025, receba o nome da professora Nadir Kfouri. Ela era a reitora da universidade na ocasião em que a universidade foi invadida pelas tropas de repressão, comandadas pelo general Erasmo Dias, no dia 22 de setembro de 1977.


“Professora Nadir foi a reitora da PUC-SP num momento importante da história da PUC, momento de manifestações em favor da redemocratização do país. E a PUC pagou também um preço caro pela sua postura em favor da democracia naquela ocasião. Então me parece muito apropriado e justificado que seja levado a efeito esta nomeação da estação do metrô como estação PUC/Nadir Kfouri”, afirmou Dom Odilo, que também é grão-chanceler da PUC-SP.
A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, que completou meio século de fundação em dezembro último, nasceu exatamente com o objetivo de denunciar e combater as violações de direitos humanos durante o regime militar brasileiro e, desde então, tem participado ativamente dos principais movimentos da história.


Por esta razão, a deputada fez questão de agradecer ao apoio de dom Odilo e de Antônio Funari Filho, que é o atual presidente da Comissão Justiça e Paz, nesta grande mobilização pela aprovação do Projeto de Lei.


“Agradeço a Dom Odilo por ter nos recebido aqui na Cúria Metropolitana de São Paulo, juntamente com o Funari, que é presidente da Comissão de Justiça e Paz dessa nossa querida Arquidiocese que presta um trabalho inestimável pra toda população católica paulista. E desde já me coloco à disposição de Dom Odilo, da Arquidiocese de toda comunidade católica”, destacou Beth logo após o término da reunião, neste fim de semana.


Mobilização
A deputada vem trabalhando intensamente pela aprovação, na Alesp, do seu projeto de lei. A mobilização de apoio conta, inclusive, com um abaixo-assinado virtual, que pode ser acessado pelo: https://chng.it/wMYCVXXkwk.
Segundo Beth Sahão, a iniciativa é um contraponto à decisão do governador Tarcísio em homenagear o coronel Erasmo Dias com o nome de um trevo rodoviário na cidade do interior de São Paulo onde ele nasceu.


“Foi a forma que encontramos para nos contrapormos ao gesto do governado, e à sua postura intransigente, evidenciada na resposta medíocre dada à ministra do STF Carmem Lúcia, quando questionado em uma Adin sobre a referida homenagem”, afirmou Beth.
A postura da professora frente a um dos expoentes da ditadura militar, naquele momento da invasão covarde à universidade, é ressaltada na justificativa do projeto de lei: 
“Dona Nadir, como era carinhosamente chamada por seus alunos, atingiu, no ano de 1976, o feito de se tornar a primeira reitora de uma Universidade Católica em todo o mundo, a partir da indicação de Dom Paulo Evaristo Arns. E a reitora, fiel à sua defesa da justiça e da dignidade humana, ao encontrar com o coronel e receber a ordem para que se apresentasse, disse: ‘A casa é minha, apresente-se o senhor’. E, então, se recusou a cumprimentá-lo, pois, nas palavras dela, não dava a mão a assassinos”.

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