
Foi publicada nesta terça-feira (25) a Portaria CDA 24/2024, que estabelece para o estado de São Paulo nova prorrogação excepcional do prazo até 31 de agosto para a vacinação de bovinas e bubalinas contra a brucelose e até o dia 6 de setembro para a atualização dos rebanhos e para a entrega de declarações de vacinação.
A medida se dá em nível estadual por conta do desabastecimento da vacina B19 em todo o país. “Laboratórios pararam de produzir o imunizante e outros estão retomando a produção. Por conta disso, faz-se necessária nova prorrogação a fim de não prejudicar produtores que não conseguiram imunizar as bovinas e bubalinas”, comenta Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e coordenador da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
“Além disso, a prorrogação engloba todas as fêmeas bovídeas nascidas em 2024 e que estão com idade entre três e oito meses”, acrescenta o coordenador.
De acordo com a portaria, a não realização da vacinação contra brucelose das fêmeas bovinas e bubalinas conforme preconizado acarretará na suspensão da movimentação de rebanho das propriedades.
Ainda segundo a publicação, fica igualmente estendido, até o dia 6 de setembro, o prazo para a atualização de rebanhos obrigatória para todas as espécies existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda).
Além das declarações, o Gedave está disponível para que pecuaristas e produtores acessem informações em relação à compra do imunizante, como por exemplo, quantidade de estoque e estabelecimentos credenciados para o comércio.
Uma vez dentro do sistema, que pode ser acessado no site da Defesa Agropecuária no link https://gedave.defesaagropecuaria.sp.gov.br/ , a pessoa interessada em adquirir a vacina deve pesquisar por “estoque de insumos em comerciantes de produtos biológicos veterinários”.
“Pelo Gedave está disponível para qualquer um ver onde e quantas doses cada loja possui. É possível ver o saldo da loja que está cadastrada em qualquer munícipio, então antes de sair para comprar as doses, o pecuarista pode consultar aonde tem”, afirma Barrochelo.

Nesta etapa, devem ser vacinadas todas as fêmeas bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.
A relação dos médicos veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do estado de São Paulo está disponível em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados/ . A emissão do atestado de vacinação contra brucelose pelo médico-veterinário cadastrado não dispensa a obrigatoriedade da declaração da vacinação.
Para manter e preservar o rebanho, a Defesa Agropecuária atua de diversas maneiras, sendo elas a obrigatoriedade da vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas contra a brucelose; o abate sanitário ou eutanásia de animais acometidos pela doença; a exigência de atestado de exames para brucelose e tuberculose para o trânsito de animais destinados à reprodução ou para participação em feiras, exposições, leilões e provas esportivas como rodeios, além de medidas voluntárias como a certificação de propriedades livres.
Além disso, também é responsável pela realização de inquéritos epidemiológicos para determinar a prevalência da doença no estado de São Paulo.
Siga o canal “Governo de São Paulo” no WhatsApp:
https://bit.ly/govspnozap
São Paulo Agro de SP registra alta de 11,2% nas exportações e se mantém como líder nacional
São Paulo Estado de SP cria selo de certificação para produtos artesanais
São Paulo Governo de SP reduz juros para pescadores afetados por descartes no Rio Piracicaba