
Traficantes que dominam a comunidade da Vila Kennedy, na zona oeste do Rio de Janeiro, obrigavam mototaxistas a instalar e utilizar um aplicativo de mobilidade criado pelos criminosos, que arrecadava dinheiro para financiar a quadrilha. O esquema foi desarticulado por operação da Polícia Civil nesta sexta-feira (8). Ao menos quatro pessoas foram presas.
As investigações apontam que mais de 300 mototaxistas estavam cadastrados no aplicativo.
A operação foi batizada Rota das Sombras e tem o objetivo de cumprir sete mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais de fachada e residências.
O lucro mensal da organização criminosa pode chegar a R$ 1 milhão, de acordo com a polícia. Empresas de fachada eram utilizadas para disfarçar as operações financeiras e proporcionar aparência de legalidade ao aplicativo.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
A polícia explicou que o esquema do aplicativo era dividido em duas frentes: uma lançava mão de ameaças e extorsões para que os mototaxistas utilizassem o aplicativo. Outra atuação era o recebimento e gerenciamento dos valores arrecadados, que eram integralmente revertidos ao chefe do tráfico local.
A facção que domina a Vila Kennedy é a maior do estado. Há pouco menos de dez anos, a comunidade ganhou formalmente status de bairro. De acordo com a prefeitura, cerca de 20 mil pessoas moram na região.
Em algumas comunidades do Rio de Janeiro são frequentes relatos de que motoristas de aplicativos legalizados não podem circular pelas áreas dominadas por traficantes. Em muitas há também a presença de barricadas clandestinas, que impedem a passagem de diversos tipos de veículos.
São Paulo Confira o funcionamento dos restaurantes Bom Prato neste fim de semana de eleições
São Paulo Cetesb busca empresas para ampliar mapa de locais de descarte de materiais usados em SP
São Paulo São Paulo completa 38 anos sem casos de poliomielite
São Paulo ‘Voar para servir’: veja como é a rotina de quem faz parte do Comando de Aviação da PM de SP
São Paulo Conheça a trajetória da campeã internacional de damas, que se prepara para o Mundial da Holanda em 2027
São Paulo Inclusão e diversidade: SP lança Cartilha de Boas Práticas para o Turista LGBT+