
As obras de expansão da Linha 2-Verde do Metrô avançaram nesta segunda-feira (1) com a descida da roda de corte da tuneladora Cora Coralina, o “tatuzão”, no canteiro da Estação Penha, na Zona Leste da capital.
O procedimento é considerado um passo decisivo para a segunda fase de escavações, que fará a ligação entre a Penha até o túnel já executado no Complexo Rapadura.
A peça movimentada nesta segunda-feira tem 11,66 metros de diâmetro e 205 toneladas e foi movimentada por um guindaste de 750 toneladas.
“A operação representa um avanço significativo na expansão da Linha 2–Verde, promovendo conectividade entre bairros densamente povoados e o restante da malha metroviária”, afirmou o chefe do departamento de Operações Civis do Metrô, Marcus Herani. “A expansão até a Penha vai acrescentar 320 mil passageiros por dia à linha, ampliando a capacidade do sistema. Além disso, trará uma redução significativa no tempo de deslocamento e da integração mais eficiente entre bairros da Zona Leste e o restante da cidade.”

Até 150 pessoas devem trabalhar diretamente na operação do “tatuzão” nesta nova etapa: engenheiros, mecânicos, técnicos, eletricistas e operadores.
Além da roda de corte, que se destaca sempre que rompe a parede na chegada a uma futura estação, a tuneladora é composta também pelo chamado “backup”, que é a estrutura de apoio, composta por esteiras para retirada de terra, câmara hiperbárica, sistema de ventilação e estrutura para a colocação das aduelas de concreto que revestem o túnel, entre outros acessórios.
Após concluir o primeiro trecho entre o Complexo Rapadura e o VSE Falchi Gianini, passando por estações como Vila Formosa, Anália Franco e Orfanato, a tuneladora iniciará agora a escavação no sentido Vila Prudente.
Com a descida da roda de corte e a posterior finalização da montagem, o “tatuzão” começará ainda em 2025 a escavar o novo trecho.
Enquanto isso, em outra frente de trabalho, as obras de ampliação do Pátio Tamanduateí, na Zona Sul da capital paulista, avançam e já alcançam 25% de execução, como informou a Agência SP. A área construída total será acrescida em aproximadamente 84%, passando dos atuais 7.273 m² para 13.373 m².
Entre as principais intervenções em andamento, destaque para a construção de cinco novos blocos operacionais, incluindo a nova oficina de trens A1, com 5.200 m², e a ampliação da oficina C1, com aproximadamente 790 m². Estão previstas também novas vias ferroviárias com quase 3 km de extensão, que garantirão a circulação e o estacionamento dos 22 novos trens que serão trazidos da China.
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