
A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (2) um homem de 34 anos investigado por cometer um feminicídio contra a ex-companheira. O crime aconteceu em 31 de janeiro dentro de uma casa no bairro da Saúde, na zona sul de São Paulo.
A prisão foi resultado de investigações conduzidas pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que possibilitaram a identificação do endereço onde o suspeito estava escondido desde o dia do crime.
De acordo com as apurações, o suspeito matou a ex-companheira de 34 anos após uma discussão e em seguida fugiu, deixando a filha da vítima de 2 anos na casa. Posteriormente, um familiar da mulher estranhou a falta de contato e acionou a polícia.
Desde a data do crime, a Polícia Civil realizava diligências para localizar o autor. Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão temporária, que foi acatada pela Justiça.
“As investigações foram fundamentais para a identificação do autor e sua prisão pelo crime de feminicídio. O trabalho técnico e minucioso da polícia judiciária permitiu a reconstrução dos fatos e a responsabilização do agressor”, afirmou Nadia Ferreira Aluz Santos, delegada titular da 2ª DDM.
A filha da vítima ficou sob os cuidados da família dela. O caso foi registrado como violência doméstica e feminicídio, e as investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
O número de prisões realizadas por Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em todo o estado de São Paulo aumentou 30,2% em 2025. O balanço da Secretaria da Segurança Pública aponta que foram registradas 14,2 mil detenções no último ano, frente a 10,9 mil em 2024.
O crescimento ocorre em razão do fortalecimento da atuação das DDMs e à ampliação das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Atualmente, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher, que atuam de forma integrada no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, registro de boletins de ocorrência e indiciamentos.
O aumento da produtividade das DDMs é acompanhado do reforço das equipes. Nas últimas três formaturas de agentes, 656 policiais civis foram destinados às Delegacias de Defesa da Mulher, entre investigadores, escrivães e delegados.
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