
Equipes da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) realiza nesta segunda-feira (9) a Operação Apertem os Cintos, que investiga, entre outros crimes, estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.
A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados e dois de prisão temporária. As diligências são realizadas na capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e em Guararema, na região metropolitana, com a participação de 32 policiais civis e 14 viaturas.
Até o momento a polícia prendeu um piloto de avião de 60 anos suspeito de participar da rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos e uma mulher de 55 anos que teria recebido pagamento pela “venda” das netas de 10, 12 e 14 anos para o piloto, que foi detido dentro do avião em Congonhas.
O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.
São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.
A Polícia Civil ressalta que a operação tem por finalidade cessar imediatamente a atuação criminosa, resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, identificar outros autores e vítimas, preservar provas essenciais e assegurar a efetividade da investigação diante da gravidade dos fatos apurados. E não descarta novas prisões e identificação de novas vítimas do esquema criminoso.
Os mandados foram deferidos pela Justiça em razão da robusta materialidade delitiva, dos fortes indícios de autoria, da gravidade concreta dos delitos, do elevado risco de reiteração criminosa e da possibilidade concreta de ocultação, destruição ou adulteração de provas, especialmente de natureza digital.
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