
A região administrativa de Campinas vai receber mais 20 novas Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher). A medida integra o pacote de medidas anunciado na última segunda-feira (30) pelo governador Tarcísio de Freitas para ampliar as políticas públicas de combate à violência contra a mulher. Ao todo, o Governo do Estado de São Paulo vai ampliar a rede de proteção às mulheres com a implantação de 69 novas Salas DDMs nos próximos meses.
As Salas DDM são estruturas instaladas dentro de unidades da Polícia Civil, preparadas para oferecer atendimento especializado, humanizado e reservado a mulheres vítimas de violência. O modelo amplia o acesso ao serviço, garantindo capilaridade e agilidade no acolhimento.
As unidades serão instaladas em delegacias já existentes, o que permite rápida implementação e melhor aproveitamento da estrutura pública. A iniciativa integra a política estadual de enfrentamento à violência contra a mulher e reforça a atuação da Polícia Civil na investigação e no atendimento às vítimas. Com a ampliação da rede, o estado avança na interiorização dos serviços e na redução de barreiras de acesso, especialmente em municípios de menor porte.
Além do registro de ocorrências, as Salas DDM oferecem escuta qualificada, orientação sobre medidas protetivas e encaminhamento para a rede de apoio, fortalecendo a resposta institucional e a proteção às vítimas.
A previsão é que todas as unidades sejam entregues ao longo do próximo quadrimestre.
O Governo de São Paulo também publicou no Diário Oficial desta terça-feira (31) decreto assinado pelo governador que amplia a estrutura das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) no estado, com a reclassificação de nove unidades.
Foram elevadas para 1ª classe as delegacias de Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Ribeirão Pires e Valinhos. Já as unidades de Jaboticabal, Bastos, Monte Aprazível, Jacupiranga e Pereira Barreto passaram para a 2ª classe.
A reclassificação segue critérios como volume de atendimentos e população atendida, permitindo adequar a estrutura das delegacias à demanda real de cada região. Na prática, a medida possibilita ampliação de equipes, melhoria da infraestrutura e maior agilidade no atendimento às vítimas.
“Na prática, a mudança permite ampliar equipes, melhorar as condições de trabalho e aumentar a capacidade de resposta das unidades, inclusive na solicitação de medidas protetivas. A expectativa é reduzir o tempo de atendimento e dar mais efetividade à proteção das vítimas”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Segundo a coordenadora estadual das DDMs, Cristiane Braga, a medida também fortalece a gestão das delegacias e qualifica o atendimento. “Essa mudança contribui para um atendimento mais qualificado e humanizado, especialmente em casos de violência doméstica e familiar, que exigem acolhimento especializado”, destacou.
A iniciativa integra uma política mais ampla de fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Em 2025, o estado já havia promovido uma reclassificação em larga escala em diversas regiões.
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