
O Porto de São Sebastião passou a oferecer desconto de 35% nas tarifas portuárias para a movimentação de granéis sólidos que ainda não integram a carteira de cargas do terminal. A redução, aprovada pelo Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião e já em vigor, tem como objetivo estimular a atração de novos negócios, aumentar a ocupação da infraestrutura disponível e fortalecer a competitividade do porto no cenário logístico paulista.
O benefício vale para cargas minerais e vegetais que não integram atualmente a pauta operacional do porto. A gipsita, matéria-prima utilizada na produção de cimento e fertilizantes, é um dos exemplos avaliados pela autoridade portuária, mas não o único.
A política de descontos tem como base estudos de produtividade. A avaliação considera a chamada prancha operacional — indicador que mede a quantidade de carga movimentada por dia — e o impacto da operação sobre os custos da infraestrutura pública disponibilizada pelo porto.
A lógica é simples: quanto mais eficiente a operação, menor o custo da estrutura portuária por tonelada movimentada. Com isso, a autoridade portuária entende que há espaço para reduzir tarifas sem comprometer o equilíbrio financeiro da operação.
No caso da gipsita, estudos apontam potencial de movimentação de cerca de 8 mil toneladas por dia. Além do volume, a carga apresenta uma característica considerada estratégica: sua operação pode continuar mesmo durante períodos de chuva, reduzindo interrupções e aumentando a disponibilidade do cais para novas embarcações.
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A discussão ocorre em um contexto de busca por novas cargas para o Porto de São Sebastião, que opera com um berço destinado à navegação de longo curso. Nesse cenário, a velocidade de carregamento e descarregamento tem impacto direto na capacidade de atendimento do terminal.
De acordo com o presidente do Porto de São Sebastião, Ernesto Sampaio, o objetivo é criar condições para atrair novos fluxos de carga sem ampliar os custos da operação. “Quando uma operação apresenta ganhos de produtividade, toda a cadeia se beneficia: o porto otimiza sua infraestrutura, o operador reduz custos e o Estado amplia sua capacidade logística”, afirma.
A expectativa da administração portuária é que o modelo incentive a chegada de novos granéis sólidos e contribua para ampliar a participação do porto nas cadeias logísticas paulistas.
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