
O número de mulheres beneficiadas pelo Auxílio-Aluguel na região administrativa de São José do Rio Preto aumentou 132% neste último mês de junho, em comparação ao mesmo mês em 2025. Em junho deste ano, foram repassados R$ 234,5 mil para 469 mulheres cadastradas no programa até maio. No mesmo período do ano anterior foram R$ 101 mil a 202 beneficiárias inscritas. Desde a implantação do programa, em fevereiro de 2025, 784 mulheres já foram atendidas na região, com um repasse significativo de mais de R$ 2,2 milhões até o momento. No Estado de São Paulo este número também quase triplicou. Mais de 5,3 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o benefício em junho, ante 1,8 mil no mesmo mês em 2025.
Esta é a primeira vez que o programa soma mais de cinco mil mulheres atendidas num único mês em território estadual. “Alcançar esse recorde de atendimento mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que as mulheres não fiquem desamparadas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém. “Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia.”
A iniciativa da SEDS fortalece a rede de cuidado e atendimento especializado do movimento SP Por Todas com políticas públicas integradas para a proteção da mulher vítima de violência. O programa chegou a 591 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, mais de 8,4 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, resultando em investimento superior a R$ 24 milhões.
Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.
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Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais;
Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil
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