
Segundo o psiquiatra do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, Michel Haddad, manter uma rede de amizades durante o envelhecimento contribui para o estímulo cognitivo, fortalece a saúde emocional e reduz o risco de declínio das funções mentais. “Amizades sólidas são fatores protetores contra a depressão e a ansiedade, reduzem o sentimento de solidão e estão associadas até à preservação da memória e da função cognitiva”, explica.
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O especialista ressalta que a amizade também favorece a autonomia das pessoas idosas. “Sentir-se parte de um grupo encoraja o idoso a aprender coisas novas, usar a tecnologia para se comunicar e continuar participando da vida em comunidade. Cultivar amizades, portanto, é uma das formas mais eficazes e prazerosas de envelhecer com saúde, disposição e sentido”, afirma.
O convívio com amigos também desempenha um papel importante na saúde emocional, porque favorece a expressão e o manejo das emoções. Ao compartilhar preocupações, conquistas e experiências do cotidiano, o indivíduo desenvolve maior capacidade de compreender e organizar o que sente, além de encontrar apoio para lidar com diferentes situações da vida.
“A amizade deveria ser tratada como parte do cuidado com a saúde e não como um detalhe da vida”, conclui.
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