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Polícia MESTRINHO DE VOLTA

Delegado Mestrinho reforça polícia de Votuporanga para investigar execução da família Marinho

O delegado Antônio Mestre Júnior volta à Votuporanga 35 anos depois para novo desafio; Mestrinho "jogou a toalha" no "Caso Carlinhos" até hoje sem elucidação. habilidoso no marketing pessoal, delegado fala em não deixar impune a morte da adelescente

04/01/2024 às 20h23 Atualizada em 04/01/2024 às 21h53
Por: Redação Barretos Fonte: Jair Viana
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Delegado Mestrinho reforça investigação sobre a execução da família/Foto:Reprodução BOM DIA
Delegado Mestrinho reforça investigação sobre a execução da família/Foto:Reprodução BOM DIA

O delegado seccional de Barretos, Antônio Mestre Júnior, o Mestrinho, chegou nesta quinta-feira,4, a Votuporanga para se juntar à equipe da Delegacia de Investigações Gerais da cidade na investigação sobre a execução da família Marinho, de Olímpia. As mortes das três pessoas teriam ocorrido na quinta-feira, 28 de dezembro do ano passado e os corpos localizados na última segunda-feira,1, na zona rural da cidade. Mestrinho é famoso pela experiência em investigação de homicídios. Em 1989 ele também esteve na cidade para investigar um caso que até hoje não foi esclarecido.

 

A chegada de Mestrinho impulsiona as equipes de investigação. Famoso nas décadas de 70 e 80 por sua atuação no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de São Paulo, ele foi responsável pela elucidação de vários crimes de repercussão nacional.

 

O CASO

A família composta por Anderson Marinho, Mirele e a filha do casal, Isabelly, de 15 anos, foi executada a tiros de pistola 9 milímetros. As mortes teriam ocorrido no dia 28 de dezembro de 2023, depois de terem sido, supostamente sequestrados e levados até uma estrada rural de Votuporanga, onde os três foram executados.

 

CONFUSÃO

O caso que foi atendido por um delegado de Macaubal, que fazia plantão em Votuporanga. Ele esteve no local apenas para adotar os procedimentos preliminares de investigação. Ele acionou a Polícia Científica.

 

Na terça-feira,2, o delegado Everson Contarelli, de Fernandópolis assumiu a investigação e acionou peritos para a coleta de eventuais digitais ou vestígios de material humano capaz de identificar algum suspeito. A reportagem apurou que nada foi encontrado no veículo, senão os corpos de Mirele e sua filha, Isabelly. O corpo de Anderson estava a cerca de dez metros do carro da família.

 

O depoimento de uma testemunha, considerava "fundamental para elucidação", foi colhido pelo delegado Márcio Pupo, de Olímpia, onde as vítimas moravam. Após ouvir a mulher, Pupo concedeu entrevistas a emissoras de televisão, revelando que o caso estava esclarecido. segundo ele, Anderson Marinho teria ido a Votuporanga para entregar maconha quando foi surpreendido numa emboscada e morto. A esposa e a filha teriam sido mortas numa típica "queima de arquivo". A repercussão foi imediata e um mal estar teria se instalado entre Pupo e o delegado de Votuporanga, Rafael Latorre, que já tinha, segundo a reportagem apurou, indícios sobre a autoria. Mestrinho, chefe de Márcio Pupo, entrou na investigação para apasiguar o clima.

 

DEIC PODE ASSUMIR

Em razão do mal estar entre os delegados de Olímpia e Votuporanga, o Deinter-5, com sede em Rio Preto, pode passar o caso para o Departamento de Investigações Criminais de Rio Preto para que o delegado Alceu Lima Júnior. O Deinter chefia a Polícia Civil em 92 municípios da região. 

 

MESTRINHO VOLTA 

Depois de 35 anos, o delegado Mestrinho Júnior volta a Votuporanga, cidade que pela segunda vez testa as habilidades do delegado para esclarecer homicídios. Desta vez, Mestrinho parece mais beneficiado por indícios para chegar aos autores do crime.

 

CASO EMBLEMÁTICO 

Em 1989, quando Mestrinho ainda estava no DHPP, em São Paulo, foi designado para assumir as investigações sobre a morte do adolescente Carlos Roberto da Silva, o “Carlinhos”. A morte do rapaz até hoje é um mistério.

 

Na época, o caso ganhou repercussão regional em razão da vítima ser irmão de um ex-vereador da cidade. Carlinhos teria chegado em casa numa madrugada de segunda-feira, 28 de julho/89. Ele reclamava de dor de cabeça insuportável.

 

Supostamente orientado pela mãe, dona Maria, o jovem teria ido a uma farmácia que ficava aberta 24 horas. Retornando, Carlinhos teria se deitado no tapete da sala da casa da família (atrás do Banco do Brasil) Centro de Votuporanga. O rapaz foi parar na Santa Casa e de lá transferido para Rio Preto. Ele apresentava ferimento grave na cabeça.

 

SANGUE NA ÁRVORE 

A história contada pela mãe da vítima não batia com as evidências levantadas à época. Ela contou que o filho estava deitado no tapete e quando ela saia para comprar pão, seu filho teria gritado, mas ela não voltou para ver do que se tratava. Quando retornou da padaria, dona Maria encontrou o filho todo ensanguentado. Ela e uma filha teriam socorrido o rapaz e encaminhado à Santa Casa. O tapete da sala foi lavado e eventuais manchas de sangue no chão foram removidas.

 

Internando no Hospital de Base de Rio Preto, o rapaz morreu dois dias depois. Somente depois da morte o caso foi registrado pela polícia. Mestrinho assumiu o caso quando a polícia local já havia esgotado todas as hipóteses sobre o crime. Mestrinho investigou por meses e o caso até hoje não foi esclarecido. Em entrevista, quando assumiu o Departamento de Polícia Judiciário do Interior (Deinter-5), em Rio Preto, o delegado afirmou que o “Caso Carlinhos” foi “o único em que joguei a toalha. Não tem solução”, afirmou.

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