
As forças de segurança de São Paulo mantêm o policiamento reforçado em todo o estado durante o fim de semana de Carnaval. Na capital paulista, a Polícia Militar destacou 5,2 mil policiais para todos os pontos de concentração. A Polícia Civil, por sua vez, intensifica o combate à violência contra a mulher, crimes patrimoniais e atos de discriminação, com atenção especial à proteção de grupos vulneráveis.
No último fim de semana de pré-carnaval, o trabalho realizado pelos policiais de São Paulo resultou na prisão de 23 pessoas e 30 apreensões de celulares durante a festa . Somente nos dias 7 e 8 de fevereiro, três homens foram presos por venda de bebida adulterada, dois por estelionato e seis por furto de celulares, em diferentes pontos da cidade.
Ao todo, 25 núcleos de drones monitoram o tráfego aéreo dos blocos, desfiles e grandes aglomerações nas cidades com eventos, com transmissão de imagens em tempo real para as centrais de comando e controle de todo estado. O acompanhamento permite identificar situações de risco, deslocamentos fora do previsto e práticas criminosas, orientando com precisão as equipes que atuam nas ruas.
“Os drones ampliam o nosso campo de visão e permitem decisões mais assertivas. Quem está analisando as imagens consegue antecipar problemas, direcionar o efetivo corretamente e dar mais segurança tanto ao policial quanto ao folião”, explicou o coronel Carlos Lucena, da Coordenadoria Operacional da Polícia Militar.
A atuação da PM também é intensificada em cidades do litoral e do interior que recebem grande fluxo de turistas, com o objetivo de garantir segurança nos eventos, nos deslocamentos e nas áreas de lazer.
Além disso, a Polícia Civil reforça o atendimento em toda área de festa. A presença de agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), à paisana, entre os foliões, faz parte das ações desenvolvidas pela instituição para prevenir a ação de criminosos nos blocos de Carnaval. Assim como o apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) no combate a furtos e roubos — especialmente de celulares. Os plantões das delegacias também são reforçados.
O esquema especial da Polícia Militar conta com policiais militares femininas dedicadas ao acolhimento imediato de vítimas de importunação sexual e à prisão de agressores . As equipes atuam em contato direto com a Cabine Lilás, do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), responsável pelo monitoramento de ocorrências de violência contra a mulher.
Durante todo o período, a Polícia Civil reforça o combate a violência contra a mulher e atos de discriminação, além de ações voltadas à proteção de grupos vulneráveis. As delegacias do DHPP funcionam normalmente, com atenção especial às unidades especializadas e ao Grupo de Assessoramento de Local de Crime (Geacrim), ampliando a capacidade de resposta em ocorrências sensíveis.
A Delegacia Eletrônica permanece disponível para o registro de boletins de ocorrência, inclusive em inglês e espanhol, facilitando o acesso de turistas aos serviços policiais.
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