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O antes e depois de quem passou a ter água na torneira e esgoto tratado em São Paulo

Após a desestatização, Sabesp levou água tratada para 2,1 milhão de pessoas e coleta e tratamento de esgoto para mais 4,3 milhões em todo o estado

29/06/2026 às 18h28
Por: Redação Fonte: Secom SP
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São Paulo receberá um investimento de R$ 260 bilhões até 2060, sendo que R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para a universalização do saneamento básico no estado – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
São Paulo receberá um investimento de R$ 260 bilhões até 2060, sendo que R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para a universalização do saneamento básico no estado – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Moradores de diferentes regiões do estado de São Paulo deixaram de conviver com a falta de serviços básicos de saneamento, como acesso a água tratada e coleta de esgoto, e agora vivem uma nova realidade, com mais dignidade e saúde. Depois da desestatização promovida pelo Governo de SP em 2024, a Sabesp levou água tratada para 2,1 milhão de pessoas e coleta e tratamento de esgoto para mais 4,3 milhões.

Em Itupeva, por exemplo, famílias dependiam de caminhões-pipa e precisavam economizar água até para receber visitas. Em Poá, moradores tinham o hábito de acordar durante a madrugada para aproveitar a pouca água que chegava às torneiras. Já em Barueri, o mau cheiro de um córrego comprometia até os momentos das refeições. As histórias refletem a realidade que começou a mudar com a ampliação dos investimentos em saneamento básico após a desestatização da Sabesp.

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São Paulo receberá um investimento de R$ 260 bilhões até 2060, sendo que R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para a universalização do saneamento básico no estado. Somente em 2025 foram investidos R$ 15,2 bilhões em obras de infraestrutura, valor 120% maior em comparação ao ano anterior, com ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços. Atualmente, a companhia possui 1,2 mil frentes de obra em andamento para levar água e esgoto a locais em que as pessoas nunca tiveram acesso ao saneamento básico.

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‘Demorava duas horas para encher uma garrafa de água’

Na Vila São Francisco, em Poá, a professora Maria Helena da Silva foi a primeira moradora a receber água tratada da Sabesp após cerca de quatro décadas de espera da comunidade. As obras, viabilizadas por um investimento de R$ 10 milhões, já entregaram os primeiros cinco quilômetros de rede de abastecimento, enquanto a implantação da rede de coleta e tratamento de esgoto segue em andamento.

Maria Helena enchendo um copo de água após receber saneamento em casa – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Maria Helena enchendo um copo de água após receber saneamento em casa – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Ela lembra das dificuldades enfrentadas pelos moradores. “Antigamente, a água que chegava aqui vinha por uma mangueira clandestina, mas a água chegava sem força, era só um fio, e demorava duas horas para encher uma garrafa.” Como sua casa é a última do bairro, ela conta que a água chegava apenas durante a madrugada. “Tínhamos que acordar de madrugada para aproveitar um pouco de água que chegava pela torneira, quando todos estavam dormindo. De dia, só enchendo balde em outro local.”

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‘Não vai mais faltar água’

A situação em Poá é similar à que viveram os moradores do Residencial Pollyana, em Itupeva, na região de Campinas, onde a Sabesp concluiu as obras de ampliação da rede de abastecimento de água, permitindo que as famílias passassem a ser atendidas diretamente pela rede pública. Antes, o bairro era abastecido por um sistema isolado que dependia de caminhões-pipa para alimentar um reservatório local, o que fazia com que a água acabasse em alguns períodos.

Morador da região há três anos, Pedro Poli afirma que a família precisou mudar hábitos por causa da limitação no abastecimento. “Quando a gente recebia visita, tinha que economizar porque dependia da reserva da caixa d’água. Agora estamos muito felizes.” Para ele, a chegada da rede pública representa mais tranquilidade no dia a dia. “Finalmente vamos ter nosso relógio e não vai mais faltar água.”

‘A chegada da água foi muito esperada’

Outra situação semelhante é relatada no loteamento Santa Inês, em Mairiporã, onde a Sabesp executa obras para ampliar a rede de distribuição de água com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão. O projeto prevê 184 ligações domiciliares. Até o momento, já foram implantados 1,5 quilômetro de rede de distribuição e a próxima etapa contempla mais 1,5 quilômetro. Para a comerciante Josilene Oliveira, moradora da região há 12 anos, a obra permite realizar um projeto que estava paralisado. “A chegada da água aqui foi muito importante, foi uma coisa muito esperada por todos no bairro. Eu estava esperando para fazer a construção do banheiro do meu comércio, porque não poderia utilizar banheiro sem água. Agora não vou ter mais esse problema. Foi uma bênção.”

Josilene Oliveira diz que agora pode reformar sua casa com a chegada de saneamento – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Josilene Oliveira diz que agora pode reformar sua casa com a chegada de saneamento – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

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‘Isso até me arrepia’

Os investimentos também avançam na expansão da coleta e do tratamento de esgoto. Em Buri, na região de Itapeva, a Sabesp iniciou a ampliação do sistema de esgotamento sanitário nos bairros Jardim Brasil e Capelinha, com implantação de redes coletoras, ligações domiciliares, Estação Elevatória de Esgoto e linha de recalque. Morador antigo da região, conhecido como Zé, aguardava havia anos pela obra. “Isso até me arrepia. Estou muito feliz. Daqui para frente vai ser melhor ainda”, afirmou. Moradora do Jardim Brasil, Levina de Queiroz também destaca a transformação. “Para mim está muito bom, porque já colocaram água e agora vai chegar o esgoto. Isso é muito bom.”

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‘Mau cheiro atrapalhava até na hora da refeição’

Na Grande São Paulo, os investimentos no tratamento de esgoto também já apresentam reflexos ambientais. Em Barueri, a Sabesp investiu aproximadamente R$ 7 milhões na implantação de cerca de três quilômetros de tubulações para encaminhar os efluentes à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barueri, permitindo que aproximadamente 600 imóveis da bacia do córrego Fazenda passassem a destinar seus esgotos ao tratamento adequado. Morador da região há 30 anos, o aposentado Domingos Pessoa Cabral Filho acompanhou a mudança.

Domingos Filho, morador da região – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Domingos Filho, morador da região – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

“O mau cheiro era muito grande. Atrapalhava até na hora das refeições. Era de perder a fome. E era muito triste ver a natureza daquele jeito, o córrego sujo e com aquele cheiro que não dava pra chegar perto”, relembra. Após as obras, ele afirma que a realidade mudou. “Melhorou muito. Eu achava que seria impossível despoluir essa água e ficou muito bom.” Segundo Domingos, além da redução do odor, o córrego voltou a apresentar sinais de recuperação ambiental. “A gente já começou a ver uns peixinhos, que antes não apareciam.”

Na Rota da Água

O Governo de São Paulo acompanha os avanços no saneamento por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia. O programa prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1,1 mil frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.

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Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.