
Também há serviços de apoio em pontos de ônibus da capital, espaços para mães, pais e cuidadores de crianças e transporte até unidades da rede de proteção para mulheres atendidas pela Polícia Militar.
Em caso de agressão em andamento ou risco imediato, a orientação é ligar para o telefone 190. Conheça cinco serviços disponíveis:
O Abrigo Amigo está presente em pontos de ônibus da cidade de São Paulo. O serviço permite que passageiras que estejam sozinhas ou se sintam vulneráveis enquanto aguardam o ônibus conversem, por videochamada, com uma atendente.
Para iniciar o atendimento, é necessário pressionar o botão indicado no painel digital instalado no ponto. A videochamada funciona diariamente entre 20h e 5h.
Os equipamentos possuem câmera, microfone, alto-falante e conexão à internet. A atendente consegue visualizar a movimentação no local e permanecer em contato com o passageiro até a chegada do ônibus.
Caso seja identificada uma situação de emergência, a central também pode acionar os serviços de segurança pública ou de atendimento médico. Embora seja procurado principalmente por mulheres no período noturno, o Abrigo Amigo pode ser utilizado por qualquer passageiro que precise de auxílio.
Mulheres que sofrerem violência ou importunação sexual nos trens ou nas estações da CPTM podem pedir ajuda a qualquer funcionário ou agente de segurança.
O atendimento pode ser iniciado em qualquer estação. Quando necessário, a passageira poderá ser conduzida a um Espaço Acolher, sala reservada que oferece privacidade durante os primeiros procedimentos.
Atualmente, o serviço está presente em 26 estações administradas pela CPTM. A localização das salas pode ser consultada no site da companhia.
No local, a vítima pode relatar o ocorrido longe do suspeito e receber orientação sobre os procedimentos disponíveis. Conforme a situação e a manifestação da mulher, a equipe pode providenciar seu encaminhamento a uma delegacia ou a outro serviço da rede de atendimento.
Imagens das câmeras dos trens e das estações também podem ser preservadas e encaminhadas às autoridades para auxiliar na identificação do autor.
Além do atendimento presencial, ocorrências na CPTM podem ser comunicadas pelos seguintes canais:
Ao fazer a comunicação, é importante informar, sempre que possível, o número do carro, a linha utilizada, o sentido da viagem, a estação mais próxima, o horário e as características do suspeito.
O Metrô possui Postos Avançados de Apoio à Mulher nas estações Santa Cecília, da Linha 3-Vermelha, e Luz, da Linha 1-Azul.
As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e atendem mulheres em situação de violência, mesmo quando o caso não ocorreu dentro do sistema metroviário.
Nos postos, profissionais realizam o acolhimento inicial, identificam as necessidades da mulher e fornecem orientações sobre os serviços disponíveis. A vítima também pode ser encaminhada a unidades especializadas da rede de enfrentamento à violência.
Em todo o sistema do Metrô, passageiras também podem procurar agentes de estação ou de segurança. As ocorrências podem ser comunicadas pelo aplicativo Metrô Conecta ou pelo SMS-Denúncia, no número (11) 97333-2252.
Mães, pais e cuidadores que estejam se deslocando com bebês ou crianças podem utilizar o Espaço Maternidade das estações Luz, da CPTM, e Tatuapé, do Metrô.
Os ambientes oferecem estrutura para amamentação, troca de fraldas, alimentação e descanso durante a viagem. As salas possuem poltronas, trocadores, sanitários acessíveis, filtro de água, micro-ondas e espaço com brinquedos.
Na Estação da Luz, o Espaço Maternidade fica na Plataforma 5, próxima ao acesso do Expresso Aeroporto. O atendimento é gratuito e pode ser utilizado por mães, pais, familiares e outros responsáveis que estejam acompanhando crianças.
Para localizar a sala ou confirmar o horário de funcionamento no dia da viagem, o passageiro pode procurar um funcionário da estação.
Mulheres atendidas pela Polícia Militar em casos de violência doméstica ou familiar podem receber transporte gratuito até unidades da rede de proteção, por meio de uma parceria com o aplicativo 99.
O atendimento começa pelo telefone 190. A chamada é direcionada ao Centro de Operações da Polícia Militar e pode receber o apoio da Cabine Lilás, formada por policiais femininas capacitadas para orientar vítimas de violência.
Quando houver necessidade de deslocamento e a mulher concordar com o serviço, as policiais da Cabine Lilás podem solicitar a corrida. A vítima não precisa pedir o veículo diretamente pelo aplicativo nem pagar pela viagem.
O transporte pode ser utilizado para o deslocamento até locais como:
A equipe policial acompanha o deslocamento pelo sistema e avalia, conforme as circunstâncias da ocorrência, se também será necessário enviar uma viatura.
Quem presenciar assédio, importunação sexual ou outra forma de violência no transporte pode procurar imediatamente um funcionário ou agente de segurança.
Sempre que for possível e seguro, é importante informar:
A vítima não precisa confrontar o autor. Em situações de emergência ou risco imediato, deve acionar a Polícia Militar pelo 190.
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